casa vermelha, k. malevich

As situações e os motivos que levam alguém a buscar um terapeuta são sempre distintos. Quem procura uma análise, no entanto, sente que há algo pulsando em sua vida. Alguma coisa da qual é preciso falar.

O psicanalista está fora: não figura ao lado do conselheiro, do padre, do amigo ou do médico, mas na posição de quem escuta o que o sujeito do inconsciente tem a dizer, permitindo ao analisante escutar, desde um outro lugar de si mesmo, também o que diz – a sua própria história.

Afinal, em uma análise, trata-se do analisando escutar-se desde o seu exterior íntimo, a partir da sua própria exterioridade. Desde onde é possível reinventar uma maneira de viver o seu desejo e o seu sofrimento, dentro dos limites que são dados, pelo corpo e pelo tempo, a todos nós.

Homem de óculos de armação fina, barba por fazer, cabelo penteado para trás, usando camisa de botão clara, olhando diretamente para a câmera em fundo desfocado.

Psicanalista. Formado em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), pós-graduado em Psicopatologia Clínica pela Universidade de Barcelona (UB). Estudou Dramaturgia na Universidade da Califórnia (UCLA) e é doutor em Letras pela Escola de Humanidades da PUCRS, com tese na área de Escrita Criativa sobre processos de criação, adoecimento psíquico e psicanálise.

Trabalhou no atendimento a imigrantes em Oslo, na Noruega, e foi consultor técnico da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) em Brasília, onde atuou junto à Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida.

Faz parte do Instituto da Psicanálise Lacaniana (IPLA), vinculado à Associação Mundial de Psicanálise (AMP).